Fundação: 3 de outubro de 1832 Por volta do ano de 1700, chegar a São Paulo era uma tarefa quase impossível, por causa da barreira natural criada pela Serra do Mar. Mas, para que a viagem se tornasse mais rápida, o então governador Luiz Vaía Monteiro ordenou que fosse aberto um caminho através da serra de Itaguaí. Depois de concluído o caminho, várias incursões foram feitas até o rio Paraíba do Sul, mas sem o compromisso de se formar povoados ou vilas. Estas incursões eram quase sempre formadas por aventureiros à procura de ouro ou por caçadores. O primeiro indício de povoamento se deu em 1764 quando Francisco Gonçalves de Carvalho obteve junto ao vice-rei D. Antônio Álvares da Cunha, uma sesmaria para fundar uma fazenda de gado e mantimentos entre o rio Paraíba do Sul e o rio Bananal, exatamente no local onde se encontrava um córrego chamado de Barra Seca ou Barra Mansa. Em 1765, José Alberto Monteiro também obteve do vice-rei uma sesmaria à margem do Rio Paraíba, onde é hoje Volta Redonda. Com o passar dos anos, estas sesmarias foram mudando de donos, até que, por volta de 1827, chegaram, por herança, às mãos do Coronel Custódio Ferreira Leite, o Barão de Aiuruoca, fundador do município. A partir daí, o local tornou-se ponto obrigatório de passagem de tropas de viajantes a caminho de portos marítimos. Em 1800, nas terras de Henrique Magalhães, bem próximas à foz do rio Barra Mansa, já existia um engenho e uma capela. Aos poucos, um pequeno núcleo populacional começou a surgir e o início do povoamento animou o Coronel Custódio Ferreira Leite, que mandou construir outra capela, à margem direita do Paraíba, também dedicada a São Sebastião, localizava-se quase em frente à Fazenda Ano Bom, na margem oposta do rio. O pequeno povoado foi crescendo e, em 3 de outubro de 1832, graças a um ofício dirigido à Assembléia Geral Legislativa do Império, foi criada a Vila de São Sebastião de Barra Mansa, passando a fazer parte da vila terras desmembradas das vizinhas Resende, Valença e São João Príncipe. Em 1954, teve emancipado o até então distrito de Santo Antônio de Volta Redonda e em 1991 os distritos de Quatis, Falcão e Ribeirão de São Joaquim. Os atuais distritos são: Floriano, Rialto, Nossa Senhora do Amparo, Antônio Rocha e Santa Rita de Cássia.
Fonte de pesquisas:
Livros: Barra Mansa, Memória Comemorativa 1º Centenário -Antônio Figueira de Almeida Barramanseando... Crônicas - Matilde Diniz Lacerda
Barra Mansa Picaresca - Paulo Rocha Barra Mansa com Amor e Humor - Antônio de Oliveira Leal Volta Redonda, Através de 220 anos de história - J.B. de Athayde
Três Caminhos - Alan Carlos Rocha
O Distrito de Rialto - Ivan Marcelino de Campos
A história de Antônio Rocha, contada por seus moradores - Prefeitura de Barra Mansa
Jornal: Memória Barramansense - Academia Barramansense de História.
Revista: Perfil Rural de Barra Mansa Site: www.institutocidadeviva.org.br Fotos Antigas: Acervo da Academia Barramansense de História
Fotos Atuais: Nikson Salem
Gostaria de agradecer à todos os historiadores do Vale do Paraíba, em especial; J.B. de Athayde, Alan Carlos Rocha e Roberto Guião de Souza, obrigado pelos anos de estudos e dedicação à nossa região.
" Adiante de uma outra estação, passou o trem até chegarmos a Barra Mansa, uma linda cidadezinha, com uma grande estação e bonitas casas. Bem junto à estação se via um magnífico jardim de gosto francês, em cujo fundo se achava um verdadeiro palácio" (Kozeritz - 1883)
" Estação, velha estação, o teu prédio tão antigo... ninguém manda restaurar; folha triste, amarelada, és o pouco de memória, és a folha que restou... de todo um livro de história. Estação, velha estação, que o século viu passar, estação, velha estação, nada era como agora, tu tinhas lindo jardim...que avançava rua afora. Esse o progresso roubou, progresso que sendo a luz, por vezes apaga a aurora"(J.M. do Lago Leal - 1987)
"A chegada continua de novos colonos, atraídos pela febre do café, depois de 1820, e a introdução de maior número de escravos, vindos diretamente da África, forma os fatores que mais concorreram para o rápido povoamento de suas terras e desdobramentos das extensas sesmarias em diversas e importantes fazendas, como a Ano Bom, Santana do Turvo, Santo Antônio, Criciúma, Ribeirão Claro, Onça, Três Poços, Cedro, Retiro, Belmonte, Boa Vista, Brandão e São João Batista" (J.B.Athayde)
" As ruas da cidade, em geral, são largas; as casas, pela maior parte, de boas aparência, e todas resplandecendo de alvura, o que produz um belo efeito entre os verdores que por todos os lados as cercam" (revista Pittoresco - 1863)
Hino
Letra do Professor Henrique Zamith Música adaptada pelo Maestro Professor Izídio Moura( marcha "O Brasil" - autor desconhecido ) Vivo seja teu nome esculpido no granito das rochas sem par, e por todos co'amor repetido, com preces diante do altar !Cada lábio o murmure e um hino, ele seja e o suave penhor dum afeto tão grande e divino, tão sublime e mais puro que o amor! Barra Mansa! Barra Mansa! Glória a ti ! Hosana mil !Lembras suave esperança num recanto do Brasil! Tua glória, fulgindo brilhante, com mais vivo fulgor e mais luz, repercute no vale distante, vai além desses céus mais azuis! Vai além desses montes e fala, da existência de um povo a lutar, do teu povo feliz, que se iguala aos titans no feroz batalhar ! Barra Mansa ! Barra Mansa ! O teu nome também nos recorda, um murmúrio suave, um perdão, um carinho que terno transborda, de teus filhos no teu coração! Ele lembra também a meiguice, à beleza, a grandeza moral, das mulheres que tens, a ledice, à pureza sem par de Vestal! Barra Mansa ! Barra Mansa! Do criador, já a mão justiceira, teu destino no tempo traçou...Barra Mansa, serás a primeira pelos bens que o Senhor te doou! Cada etapa vencida em peleja traga sempre uma glória melhor, uma glória mais santa e que seja, entre todo o triunfo o maior! Barra Mansa! Barra Mansa!
Brasão
O brasão oficial do município foi criado pelo artista plástico Clécio Penedo, a pedido do então prefeito Marcelo Drable, por meio da deliberação N.° 1.045 de 16 de setembro de 1970. "Tendo Barra Mansa sido fundada sob a égide de São Sebastião, é óbvio que em seu brasão figure uma alegoria referente ao mesmo, assim como, outra, lembrando geograficamente, a sua origem já que o nome é expressivamente geográfico (Barra Mansa); figure a paisagem predominante, e que deu origem ao nome da cidade. Figura também uma alegoria referente ao Barão de Aiuruoca, doador da gleba em que se encontra a cidade oriunda da Capela de São Sebastião. No segundo quartel, entre a Serra do Mar e da Mantiqueira, essas em sinople (verde), o Rio Paraíba do Sul recebendo o Rio Barra Mansa, ambos em prata. O céu, nesse quartel, em prata, com um sol flamante, em púrpura. Esse símbolo significa que assim como o sol é o centro de um sistema planetário, Barra Mansa, é o centro de um sistema político-econômico. No quartel de baixo, à esquerda, as três fases econômicas de Barra Mansa: a primeira em campo de ouro uma charrua em sable (preto), lembrando o período de ouro da agricultura; no segundo em campo de prata, uma vaca em alaranjado, lembrando a fase da pecuária; e a terceira, em ouro, uma roda dentada em sable (preto), lembrando a nova fase do progresso, a fase industrial. No último quartel, em campo azul (a cor da lealdade), qualidade imprescindível aos "barões" um escudo de prata, encimado por um elmo (também distintivo dos próprios barões) também em prata; no escudo uma cruz de Cristo. Sobre o escudo um Castelo em ouro, com quatro torres, sendo uma de frente e duas de lado, vistas pela metade. A quarta não é visível. Sob o escudo, uma faixa em prata com o lema Paz-Justiça-Labor, em latim Pax-Just-Labor. Dois festões guarnecem o escudo. Um é um feixe de canas em flor, outro um ramo de café frutificado, produtos agrícolas que já sustentaram a economia de Barra Mansa e ainda contribuem muito para a economia do Brasil.
Localização
Barra Mansa está localizada às margens do rio Paraíba do Sul, na região Sul Fluminense do Médio Vale do Paraíba, entre as Serras do Mar e da Mantiqueira. O município conta com uma área de 601, 90km² distribuída por cinco Distritos: Sede (301,55km²) Floriano (71,50km²) Rialto (54,85km²) Nossa Senhora do Amparo (127,00km²) Antônio Rocha (47,00km²)
Limites: Norte: Valença e Quatis Sul: Rio Claro, Piraí, Bananal SP Leste: Volta Redonda, Barra do Piraí e Piraí Oeste: Resende, Quatis e Porto Real
Clima
Mesotérmico, com verões quentes e chuvosos e inverno seco. A umidade relativa do ar é de 77% e a média da temperatura anual varia entre 16ºC e 28ºC. O período de chuvas está entre os meses de novembro a março com pluviosidade de 1380 mm/ano.
Relevo
De planalto, com altitude média de 381 m, descendo em direção ao rio Paraíba para formar a planície aluvial que é contornada pelo "mar de morros" com nível topográfico mais elevado. O ponto culminante encontra-se a 1.305m na Serra Rio Bonito, no distrito de Nossa Senhora do Amparo.
Hidrografia
A estrutura hidrográfica do município é marcada pela presença do Rio Paraíba do Sul drenando vasta região através de uma grande quantidade de rios e córregos espalhados por toda a superfície. Pela margem direita, os principais afluentes são: Rio Bananal, Rio Barra Mansa, Rio Bocaina e os córregos Cotiara e Brandão; pela margem esquerda: Rio Turvo e os córregos Ano Bom e Água Comprida.
Fazenda Históricas
* Fazendas remanescentes em destaque na cor azul. 1 Fazenda ÁGUAS QUENTES 2 Fazenda ALEGRETE 3 Fazenda ANO BOM 4 Fazenda ÁSTREA 5 Fazenda BAGRES 6 Fazenda BANANAL 7 Fazenda BARRA DO TURVO 8 Fazenda BARRA MANSA 9 Fazenda BELLA VISTA 10 Fazenda BOA LEMBRANÇA 11 Fazenda BOA SORTE 12 Fazenda Bocaina 13 Fazenda BOM JARDIM 14 Fazenda CAFUNDÓ 15 Fazenda CAIEIRA 16 Fazenda CAPOEIRA 17 Fazenda CARANGOLA 18 Fazenda CEDRO 19 Fazenda Chaleth/ Fajardo 20 Fazenda CICERAPENIA 21 Fazenda Conceição das Palmeiras 22 Fazenda CONTENDAS 23 Fazenda COQUEIROS 24 Fazenda COTARIA 25 Fazenda Crissiúma 26 Fazenda da CACHOEIRA 27 Fazenda da CONCÓRDIA 28 Fazenda da GRAMA 29 Fazenda da ONÇA 30 Fazenda da Posse 31 Fazenda das ANTAS 32 Fazenda de BAIXO 33 Fazenda DEMANDA e PAU D’ALHO 34 Fazenda do INGÁ 35 Fazenda do Sobrado 36 Fazenda ERMO 37 Fazenda ESPÍRITO SANTO 38 Fazenda FAZENDINHA 39 Fazenda FEITORIA 40 Fazenda HARMONIA 41 Fazenda Independência 42 Fazenda JAPOHYRA 43 Fazenda JARDIM 44 Fazenda LAGEADO 45 Fazenda MARIA PRETA 46 Fazenda MATTO DENTRO 47 Fazenda N. S. DA GLÓRIA 48 Fazenda N. S. DA PIEDADE 49 Fazenda PADRE INÁCIO 50 Fazenda PAU D`ALHO 51 Fazenda PINHEIRO 52 Fazenda POÇO FUNDO 53 Fazenda PROSPERIDADE 54 Fazenda Ribeirão Claro 55 Fazenda RIBEIRÃO DAS ONÇAS 56 Fazenda ROMÃ 57 Fazenda ROSEIRA 58 Fazenda ROSETA 59 Fazenda SALTO 60 Fazenda Sant`ana do Turvo 61 Fazenda SANT`ANNA 62 Fazenda SANTA e FIGUEIRAS 63 Fazenda SANTA THERESA 64 Fazenda Santo Antonio 65 Fazenda Santo Antonio do Turvo 66 Fazenda São Benedito 67 Fazenda São João do Turvo 68 Fazenda São José 69 Fazenda SÃO LOURENÇO 70 Fazenda São Lucas Brandão 71 Fazenda SÃO LUIZ 72 Fazenda SÃO SEBASTIÃO 73 Fazenda SERRA 74 Fazenda SERTÃO 75 Fazenda Sobradinho 76 Fazenda SOLEDADE 77 Fazenda TANQUES 78 Fazenda TRES BARRAS 79 Fazenda URUGUAYANA 80 Fazendas VARGEM GRANDE
Prefeitos:
1914/1915 - Engº João Luís Ferreira 1915/1916 - Dr. Emídio José Ribeiro 1916 - Dr. Gustavo Lira da Silva 1916/1917 - Dr. Arístides Sabóia de Alencar 1917/1918 - Dr. Eceraldo Barreto de Andrade 1918/1922 - Dr. Ascânio Mesquita Pimentel 1922/1923 - Cel. Alfredo Dias de Oliveira 1923 - João Alves Sobrinho 1923/1924 - Dr. Antônio Avelino de Andrade 1924/1927 - Wanderlino Teixeira Leite 1927/1929 - Cap. Oscar Teixeira de Mendonça 1929/1930 - Dr. Gustavo Lira da Silva 1930 - Eduardo Junqueira 1930/1931 - Cap. Bertolino J. Gonçalves 1931 - José Antônio Alves Sobrinho 1931/1934 - Dr. Isimbrado Rodrigues Peixoto 1934/1942 - Cap. Mário Pinto dos Reis 1942/1944 - Engº Joaquim Ribeiro de A. Matos 1944/1945 - Dr. Oscar Bulcão Viana 1945/1946 - Dr. Paulo Pires de Melo 1946 - Marcil Rosa de Lima 1946 - Dr. Oscar Bulcão Viana 1946/1947 - José Cardos Guimarães Cotia 1947 - Francisco Junqueira Vilela 1947/1951 - Flávio Miranda Gonçalves 1951/1955 - João Chiesse Filho 1952 - Dirceu Chiesse Coutinho 1955/1959 - Engº Leonísio Sócrates Batista 1959/1963 - João Chiesse Filho 1962 - Dr. José Fontes Torres 1963/1967 - Prof. Moacir Arthur Chiesse 1967/1971 - Marcello Fonseca Drable 1971/1973 - Luís Amaral 1973/1977 - Féres Nader 1977/1983 - Marcello Fonseca Drable 1981 - Elmiro Coutinho 1983/1989 - Luís Amaral 1988 - Alderando Casali Marques 1989/1993 - Ismael Alves de Sousa 1993/1996 - Luís Amaral 1997/2000 - Inês Pandeló 2001/2004 - Roosevelt Brasil 2005/2008 - Roosevelt Brasil 2009 - Atual - José Renato
A Imprensa
Alguns dos jornais que surgiram na cidade, de 1870 a 1952. "A Aurora" - 1870 "Aurora Barramansense" - 1877 "Gazeta de Barra Mansa" - 1879 "O Porvir" - 1881 "Imprensa Barramansense" - 1887 "A Violeta" - 1887 "O Mequetrefe" - 1887 "Amor à Pátria" - 1887 "A Nova Aurora" - 1892 "A União" - 1898 "O Barra Mansa" - 1899 "A Luz" - 1900 "A Voz do Povo" - 1900 "O Meio" - 1900 "A Semana" - 1901 "A Luta" - 1901 "O Tiririca" - 1901 "A Gazetinha" - 1902 "A Pérola" - 1903 "O Imparcial" - 1904 "A Sentinela" - 1906 "O Município" - 1913 "O Relâmpago" - 1913 "O Trovão" - 1913 "Gazeta de Férias" - 1914 "Dotal Gazeta" - 1915 "Cartão Postal" - 1915 "O Terror" - 1915 "O Espião" - 1920 "O Sport" - 1922 "O Flirt" - 1922 "O Sul Fluminense" - 1922 "Mutt & Jeff" -1922 "A Evolução" - 1922 "O Nata" - 1925 "O Albatroz" - 1925 "O Gavião" - 1926 "O Eco" - 1932 "A Cidade de Barra Mansa" - 1934 "A Crítica" - 1937 "O Ginasial" - 1938 "Rotary Clube de Barra Mansa" - 1940 "Sinos de Barra Mansa" - 1947 "Boletim Informativo Municipal" - 1948 "A Razão" - 1948 "A Semente" - 1950 "A Verdade" - 1951 "A Lança" - 1952
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